Momentos de amor
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Amor - destruir para construir

Amor - destruir para construir

Abordarei aqui, um caso já de alguns anos atrás, num casamento de aproximadamente 15 anos, ele com 37 anos de idade e ela com 35 anos.

Ela uma mulher espetacular, dedicada, prendada, tinha prazer em dedicar-se ao marido e aos seus dois filhos. Os anos foram passando e seu marido sempre ignorante ao empenho de sua esposa. A roupa lavada e passada de forma impecável, mas ele a humilhava com sua autoridade de marido “Essa camisa está mal passada” ou “o que você fez nesta comida? Está horrível”. “Aonde você vai com essa roupa, procurar homem?”.

Longos anos se passaram e seu maravilhoso marido, o homem de seus sonhos, foi tornando-se o seu carrasco.
Na cama, já não havia mais nenhum calor; seu marido, de um homem belo, aos seus olhos, passou a ser o mais feio de todos.

Ele junto aos amigos e parentes, mostrava-se sempre autoritário, humilhando sua esposa, demonstrando a todos que ela era sua empregada de luxo, “cama, mesa e banho”.
Jamais valorizou sua esposa na frente dela para ninguém. Uma mulher muito bonita, com um corpo jovial, mesmo com seus 35 anos de idade, ela ainda mantinha um porte de modelo para passarelas da moda; sem dizer que era culta e inteligente. #P#

Habitavam uma casa de padrão médio, com piscina; armários com roupas para todas as ocasiões, carros seminovos na garagem, escola de alto padrão para seus filhos. Enfim uma vida confortável.

Essa mulher nunca expressou qualquer queixa para sua família, seus pais, irmãos, irmãs, primas, filhos ou ao seu marido.

Uma manhã, relatado por seu filho de 15 anos, ela não os levou à escola. Recebeu um telefonema onde ela só ouvia. Sem dizer uma única palavra, postou-se na janela e esperou; de repente, ela deu um beijo e um abraço em seus dois filhos, pediu que eles a perdoassem; saiu, fechou a porta sem a chave; entrou dentro de um velho Corcel enferrujado (automóvel antigo da Ford), deu um beijo na boca com um abraço no homem que conduzia o veículo e foi-se apenas com a roupa do corpo.

Hoje após mais de dez anos desse episódio, apenas seus filhos sabem de seu paradeiro e por nada contam a ninguém onde ela está, apenas dizem “Ela está feliz”.

De que adiantou para esse marido ter encontrado sua mulher ideal se ele não foi o seu homem ideal. De que adiantou seu conforto, dinheiro, se não percebeu que sua maior fortuna era sua esposa; um diamante de primeira grandeza. Um diamante que não precisava ser lapidado, pois seu brilho era natural e sua luz ofuscava a todos.
Pela minha ótica, o homem que a levou embora, percebeu o quanto ela era grandiosa e a valorizou com poucas palavras, o suficiente para tirar sua carência. Acredito que nem de posses financeiras ele era, mas soube lhe dar atenção, carinho, préstimo, amor, paixão, dedicação, ternura, bondade, etc. #P#

Há... Você irá dizer: “Ela abandonou os filhos”. Errado. Os filhos “nunca estiveram” com ela, pois foram criados também pelo pai que os induziu a tratarem a mãe como ele o fazia, tornando-a uma mulher submissa. Ou seja, ela não quis levar os filhos para não promover uma desordem maior nas suas mentes, já que eles idolatram o pai. Mas hoje, adultos, os filhos entenderam a atitude da mãe e a apóiam, tanto, que não revelam onde ela está.

Outro fator que acredito, é ela não querer expor seus filhos naquilo que poderia tornar-se uma aventura desastrosa e bem da verdade, ela pensou mais nela do que em qualquer outro. E quem quiser que a julgue.

Eu aqui, estou apenas relatando mais um ato de valentia, porém, não sei se foi pelo amor que ela pode ter descoberto nesse outro homem ou se foi por amor próprio para sair de uma vida psicológica completamente desvalorizada.

Agora mudando desse episódio, tenho observado alguns casamentos, namoros e noivados sendo desmanchados com brigas ou sem brigas, mas passam-se alguns meses e o casal torna-se amigo e levam uma vida praticamente conjugal, cada um vivendo em seu canto e às vezes com sexo entre si e alguns outros casais nem se tocam. Isso me soa bonito e estranho ao mesmo tempo. Se, acabou, porquê se preocupar tanto com “o” ou “a” ex? Como será um novo relacionamento se a nova parceira ou parceiro souber que há ainda uma amizade “colorida” com o ex?
Confesso que eu ainda não entendi esse tipo de relacionamento e que vem ocorrendo na nossa sociedade, mas está se tornando comum e deixando de ser “secreto” para os olhos das famílias. Será que estamos institucionalizando a vulgaridade ou isso é um reflexo de medo da AIDS e estamos presenciando uma mudança no comportamento social entre homens e mulheres? Sei lá! Mas estou observando...

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Autoria

Texto de Alberto Sugamele - editor

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